Pensando e Refletindo

Sentenciados a julgar…

Escrito por marciomoya em Maio 6, 2008

Muitas vezes, mesmo sem querer ou gostar, somos condicionados a realizar certas ações que já são um padrão, um modelo cultural que seguimos. Todos já escutamos coisas do tipo “não se deve julgar um livro pela capa” e também ouvimos “a primeira impressão é a que fica”. Se pensarmos um pouco, coisa que acredito que todos aqui somos capazes de fazer, teríamos uma dualidade muito interessante aqui.

Aprendemos (e por sinal aprendemos muitas coisas) que não devemos julgar ninguém, pois nem sempre os julgamentos que fazemos sobre os outros estão corretos, principalmente quando não sabemos nada sobre o outro, a não ser qual é a sua imagem. Mas também aprendemos que a impressão que passamos aos outros, a imagem que mostramos de nós mesmos é extremamente importante, principalmente a primeira, e com isso lutamos para manter uma boa imagem.

Não estou querendo dizer aqui que ninguém deve se preocupar com a sua aparência, ter cuidados pessoas, sair as ruas de qualquer jeito, estou tentando dizer que devemos ter cuidado para não deixar nossos olhos nos enganar, coisa que ele faz muito bem.

Diariamente vemos muitas coisas, nem todas elas nos agradam, o que não quer dizer que o que vemos não possa ser bom. Da mesma forma que vemos muitas coisas que nos agradam, o que não quer dizer que o que vemos não possa ser ruim. Sei que pensar sobre certo e errado, bom e ruim, o bem e o mal é difícil, ainda mais hoje em dia que cada um cria suas conveniências, e certamente cria pra si mesmo o que é e o que não é.

Existe (e todos sabemos que existe) uma diferenciação muito grande de valores hoje em dia, sejam em relação às pessoas, coisas, objetos, lugares, etc. Desacreditamos aquilo que tem uma imagem ruim como uma possibilidade de ser bom, e não acreditamos que aquilo que tem uma boa imagem possa ser ruim. Não fazemos isso acreditando estar certo pelo que vemos, mas fazemos isso julgando simplesmente pela imagem que vemos.

Não quero dizer que tudo pode ser bom e ruim ao mesmo tempo dependendo do ponto de vista. Acredito que esse pensamento só cria um abismo cada vez maior entre as pessoas, criando e recriando valores cada fez mais fúteis e sem sentido, distorcendo cada vez mais a realidade.

Como disse anteriormente, meu interesse é destruir pensamentos pré-estabelecidos, fazer com que o pensamento possa se expandir cada vez mais, e não acho que isso possa acontecer se continuarmos a julgar as coisas pelo que vemos e simplesmente isso. Um pré-conceito estabelecido é uma das barreiras mais difíceis de serem quebras.

O valor de alguém ou de algo. O potencial daquela pessoa ou daquele lugar não está unica e exclusivamente na imagem que passa, mas das experiências que se pode ter através dele. Viva essa experiência, e no fim, julgue a experiência que teve. Não julgue a imagem, pois ela não é sua, e nunca será se vivida a distancia. Mas lembre-se, as experiências nunca se repetem apesar de serem parecidas, podemos tirar lições delas, mas nenhum tem a resposta para a seguinte.

Atenciosamente

Marcio Moya

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Retrato dos velhos traços…

Escrito por marciomoya em Maio 4, 2008

Um dia como outro qualquer, saindo meio que nas pressas, atrasado por besteira, corri para pegar a minha identidade, junto com ela estava a identidade do meu pai, que já está fazendo 5 anos que não está mais junto de mim. Quando peguei a sua identidade olhei a sua foto, e junto com ela pude pegar as lembranças dos velhos tempos vividos.

Apesar de ser alguém importante em minha vida, ter convivido com ele por 17 anos, depois de algum tempo se torna difícil lembrar de seus traços, não por não querer, mais porque as nossas lembranças deixam de lado aquilo que menos vivemos ou que menos admiramos.

Percebi nesse breve momento, que durante todo esse tempo, mesmo tendo um profundo sentimento de carinho e amor por ele, mesmo passando muito tempo junto a ele, o tempo não foi o bastante para deixar gravado eternamente a imagem do seu rosto em minha mente. Lembro das vezes que juntos fizemos algo, mas percebo que as fiz sem olhar para ele, mesmo sabendo que meus olhos estavam em sua direção.

Infelizmente isso acontece com todos nós, só pensamos em fazer algo quando perdemos a chance de realmente fazer. Sinto que perdi tantas chances em minha vida. Chances que sei que não poderei recuperar jamais. Talvez algum dia passe por algo igual e não perca a oportunidade que um dia deixei escapar.

O tempo não para, passa, sempre passa, e um dia, sentado no sofá, em frente à televisão, junto com sua família, ou até mesmo sozinho em um dia de domingo, você estará com um álbum de fotos na mão, e dentre tantas poderá rever seus velhos amigos, seus familiares, aqueles que ainda podem estar ao nosso lado, aqueles que um dia estiveram ao nosso lado, lembrar das historias vividas naqueles bons tempo da foto tirada, e junto com elas lembrar que você havia esquecido de alguns detalhes dos rostos mais queridos de sua vida.

Nesses momentos nos prendemos aos nossos sentimentos, quando o tempo passa e voltamos a lembrar desses belos dias, sempre retratamos o quanto agradável foi viver aquele momento, mas muitas vezes não conseguimos lembrar como eram os rostos das pessoas que tornaram esse momento quase imortal.

Muitas vezes estamos olhando pela ultima vez para aquele rosto que durante muito tempo foi o mais querido de nossa vida e nem nos damos conta. Muitas vezes perdemos a chance de dizer o quanto amamos e queremos que ela sempre esteja ali conosco por achar que amanhã ela irá estar.

Se você tem uma chance de fazer isso agora aproveite ela. Não deixe para amanhã, talvez amanhã essa pessoa não esteja mais lá. Não é preciso chorar para dizer, nem mesmo dizer palavras exatas, muitas vezes a única coisa que se precisa fazer é olhar, olhar profunda e sinceramente para essa pessoa a ponto que ela perceba que se encontra não somente em seus olhos, mas em seu coração também.

Talvez daqui a 5, 10 ou 15 anos você não lembre dos traços dessas pessoas, mas elas sempre estarão guardadas em seu coração. Não conseguimos imortalizar uma imagem, mas conseguimos guardar para sempre o que um dia sentimos pelas pessoas mais queridas de nossa vida.

DEISE EU TE AMO!!!

Atenciosamente

Marcio Moya

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Vida de Cão…

Escrito por marciomoya em Maio 3, 2008

Como alguns sabem eu gosto de observar as coisas a minha volta, aprender com elas, ou até usar elas para explicar outra. O que dessa vez não vai ser muito diferente das demais, e pelo titulo já deve dar pra saber de onde tirei minha inspiração para essa reflexão.

Para quem não sabe eu tenho um cachorrinho novo aqui em casa, em torno de 4 meses. Como todo filhote ele é engraçadinho, brincalhão, ta sempre correndo pela casa, e como todo bom filhote aprontando das suas também. Fica mordendo o pé quando a gente ta caminhando pela casa, tira tudo do lugar, é só bobiar e lá vai o Piloto (nome do meu cachorro) levando alguma coisa embora.

Até ai tudo bem, de certa forma é o que podemos esperar enquanto ele está construindo o seu caráter e sua personalidade, sem falar que é nessa fase que conseguimos ensinar melhor para ele o que é certo e errado, apesar de novo ele já sabe o que pode e não pode, quer dizer, as vezes.

Assim como nós quando somos crianças, aprendemos as coisas quando fazemos, incorporamos nosso aprendizado como bom ou ruim, negativo ou positivo, através das reações daqueles que nos devem ensinar algo. Seja por uma recompensa ou palmada, um elogio e repreensão sabemos o que pode e não pode e o que irá acontecer quando repetirmos aquele ato.

Existem diversas formas de adestrar os animais, seja por recompensas quando acertam ou com broncas e palmadas quando erram. Mas focamos o aprendizado em cima de algo especifico, de um jeito focamos o acerto e como é bom acertar, assim ele sempre irá saber que é melhor acertar do que errar. E da outra forma focamos no erro e como é ruim errar, assim ele sempre irá saber que é pior errar do que acertar.

No final conseguimos quase o mesmo resultado, eles farão o que pedirmos para ele fazer, certo? Sim, irão fazer, o porém é a que custo conseguimos ensinar algo. Se fosse uma experiência, o primeiro cachorro provavelmente será forte, moderado, sabendo lidar com o medo e o perigo, construiu seu caráter e sua personalidade de uma forma a ser leal e companheiro, estando ao seu lado pois é bom estar e é ali que ele quer estar. O segundo cachorro pode ser forte fisicamente, mas provavelmente, será medroso, pelo fato de ter apanhado durante o processo de sua educação, ao levantar a mão ele pode correr de medo, e se tornar agressivo com desconhecidos por medo de apanhar. Mesmo assim, os dois podem e provavelmente vão obedecer ao dono, mas irão reagir de forma diferente com outras pessoas.

Para quem não percebeu ainda estou falando de crianças, me baseando em cachorros. Não vejo mal algum nessa comparação, pelo contrário, devido as voltas que já dei em algumas escolas durantes meus estágios no curso de Educação Física, sinto que é possível comparar as crianças aos animais de uma forma bem direta, e até dizer que elas são adestradas pelo medo e pela força dentro da escola.

Digo isso por ver e presenciar diversas manifestações dos professores (adestradores), agindo de forma rigorosa, sem demonstrar sentimento ou interesse nos alunos. Com broncas e xingamentos tentam de uma forma desesperada controlar suas turmas. Com chantagens e agressões verbais amedrontam os alunos com a desculpa de estarem educando. Mas me pergunto, que educação é essa que usa o grito para ensinar?

Como as crianças são diferentes dos cachorros em diversos pontos, e sabendo que em casa elas até podem estar recebendo uma educação diferente e mais atenciosa dos pais, podem não quer dizer que todas estão, elas não tem tanto medo do que é estranho e novo, algumas até conseguem se tornar bons alunos.

Claro que não é toda escola que trata os alunos dessa forma, e independente da escola, não são todos os professores que agem dessa forma. Mas o que sei, por ver e presenciar, as marcas deixadas por esses professores acabam sendo muito mais profundas em alguns casos. As agressões e os abusos que essas crianças sofrem dentro de uma sala são tão assustadores que não conseguimos entender no que elas se transformam fora da escola.

Não posso também só falar como os alunos sofrem e esquecer os professores, afinal eles também sofrem, seja com os alunos, seja com a direção da escola. Qualquer pessoa que sofre algum tipo de pressão uma hora explode, e quando isso acontece é difícil voltar ao estado normal. Recebemos esse tipo de educação a todos os instantes, mesmo dentro da escola até mesmo fora, independente da idade, religião, raça, etc.

Acredito que aprendemos algo novo a cada segundo que vivemos, e que gritar, bater, agredir fisicamente ou verbalmente, são formas de aprender e ensinar que não é prazerosa para nenhum dos dois lados, e que as marcas muitas vezes não são esquecidas.

Essa minha reflexão não se estende somente a professores ou qualquer pessoa ligada a área da educação. Mas a todo e qualquer profissional que tem uma posição de comando e até mesmo aqueles que não tem. A todas as pessoas que podem ferir outra sem perceber. A todos aqueles que convivem ou em alguns momentos estão próximos a alguma criança. Me dirijo a todas as pessoas e não a ninguém em particular, pois no fim, todos somos mestres e aprendizes da vida.

Atenciosamente

Marcio Moya

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Já é Natal? Não? Mas deveria…

Escrito por marciomoya em Abril 30, 2008

“Bate o sino pequenino

Sino de Belém

Já nasceu o Deus menino

Para o nosso bem

Paz na Terra pede o sino

Alegre a cantar “

HO HO HO… Feliz Natal a todos e um… Espera ai, hoje não é Natal, pelo contrário, estamos bem longe do Natal pelo que diz o calendário, acho que troquei as bolas.

É evidente que da data comemorativa do Natal, das suas festas e tradições natalinas estamos bem longe, mas será que no nosso dia-a-dia precisamos nos encontrar longe do espírito do Natal também? Eu acho que não, mas muitas vezes é o que parece. O Natal faz as pessoas viverem em outro ritmo, e algumas delas se tornam até mais solidárias devido a esse espírito renovador que toca a todos nessa data tão festiva.

Deixando um pouco de lado a questão religiosa que existem em volta do Natal, essa data é vista de uma forma quase que de modo geral como uma época de reunião familiar, à paz, à fraternidade e à solidariedade entre os homens. Independente de ser religioso ou não, essas questões são amplamente focadas pela maioria, quase como uma Lei do Natal, caso contrário você não estará vivendo o Natal, e como muitos dizem, sem isso o Natal não tem sentido.

Realmente, esse é o símbolo mais forte do Natal para a maioria, esse espírito solidário que nos toca e nos transforma, esse período místico de renovação pessoal. Mas porque tudo isso só tem que ser vivido durante o período de Natal?

Eu fico pensando, o que as pessoas ganham agindo dessa forma apenas durante alguns dias de um ano inteiro? E no resto do ano, como vai ser? As pessoas aproveitam o Natal para se renovar e recarregar suas baterias para um novo ano, sem falar de todo o ritual de passagem de ano que vem alguns dias após tudo isso, mais uma vez na tentativa de obter um crescimento pessoal, ou quem sabe, turbinar suas possibilidades de ser alguém melhor.

Mas como é possível ser alguém melhor vivendo em um mundo tão fechado que mais ninguém cabe nele além de você mesmo, sem falar quem existem pessoas que se deixam fora do próprio mundo. O que existe de solidariedade em alguns dias do ano se reverte a um egoísmo ainda maior no ano seguinte.

Como eu disse no texto passado, quero “destruir” certas pensamentos, para dessa forma recriar algo em cima deles, e é isso que estou fazendo aqui. A maioria de nós, e falando assim não posso me excluir desse comentário, age dessa forma sem perceber, ou percebe e não faz nada para agir de forma diferente.

Por isso venho tentar mudar um pouco a forma de pensar, minha e das pessoas que podem vir a ler esse texto, que provavelmente não serão muitas, mas que mesmo assim não me custa nada tentar alguma coisa. Parar de pensar no Natal como algo só de fim de ano, e pensar nele de uma forma diária. Não é possível viver a data comemorativa do dia 25 de dezembro todos os dias, mas quem sabe resgatar o espírito dessa data para todos os dias antes dele. Não pensar somente na sua renovação pessoal nessa data, mas se preocupar em crescer pessoalmente e espiritualmente até a chegada dessa data. Não precisamos esperar esse dia chegar para fazer alguma coisa não é mesmo?

Pode parecer meio fora do contexto eu sei, mas aqui também tenho como tentativa, sutil mas tenho, de mudar a forma de encarar o nosso próprio dia, e os acontecimentos em torno dele. Vemos diariamente vários acontecimentos, na sua grande maioria tristes e cruéis, e sempre pensamos que alguém tem que fazer alguma coisa, e em alguns casos ainda pensamos “algum dia eu vou fazer algo, mudar alguma coisa” mas nunca fazemos. Esse algum dia nunca irá chegar se ele não for o dia de hoje. “Algum dia” não existe no calendário, e nem mesmo para nós ele existe, se não pretende fazer nada então diga, ma não adie simplesmente.

Pra começar porque não comemoramos a data de hoje. Você determina qual será a forma especial, cada um comemora o que quer da forma que quiser, afinal é a sua data, hoje é o seu dia, e hoje sempre será o seu dia e o meu também.

Atenciosamente

Marcio Moya

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Construindo alguma coisa…

Escrito por marciomoya em Abril 17, 2008

Todos nós ao longo do nosso dia construímos algo. Não importa o que seja, e até mesmo quando não fazemos nada estamos construindo alguma coisa, mesmo que aparentemente sem valor. O mesmo faço aqui, tento construir alguma coisa. É difícil dizer ao certo o que pretendo construir com alguns poucos textos, mas posso dizer que estou construindo a minha forma de pensar.

Esse é o meu objetivo em escrever esses textos, e com o tempo divulgar eles aqui para que todos possam ver, todos que tenham algum tipo de interesse é claro. Não acho que seria possível construir algo de concreto se meus pensamentos nunca tiverem a oportunidade de serem confrontados com outras formas de pensar.

Assim como o corpo precisa se movimentar para se manter vivo, a nossa mente também precisa se movimentar para viver. Vemos aos montes, pessoas que não movimentam sua mente, deixam ela presa em um mesmo lugar como se tivessem mede de usar, perder ou até mesmo “gastar neurônios”. Mas assim como aquelas que usam ela com pouca freqüência, afinal mesmo sem fazer força ou ter a intenção de usar ainda assim usam, aquelas pessoas que fazem uso constante, muitas vezes também não conseguem sair do lugar, igual a um carro que devido a uma forte aceleração patina antes de sair do lugar.

Por não querer deixar minha mente em “ponto morto” ou não conseguir sair do lugar devido à velocidade que os pensamentos passam em minha mente, quero colocar tudo o que penso e acho a prova. Essa vai ser a minha forma de construir alguma coisa e até mesmo destruir outras. Já consegui construir muitas coisas interessantes devido à ruína de outras, porque agora seria diferente?

Fazia muito tempo que não escrevia nada, coloquei alguns textos antigos para começar, e que com certeza da pra imaginar através deles o caminho que vou seguir, e esse texto que escrevo agora vai ser uma espécie de ligação entre o passado e o futuro. Uma forma de tentar ver o que consegui construir e destruir, afinal até mesmo a destruição é uma forma de construção.

Bom, então pra começar acho que vou partir pra destruição de alguma coisa, o que vai ser ainda não sei, mas quando bater de frente com esse “algo” desconhecido muitas coisas vão ruir.

Atenciosamente

Marcio Moya

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Momentos

Escrito por marciomoya em Abril 17, 2008

Momentos, para que tantos? Para serem separados por categorias? Momentos tristes, momentos felizes, momentos… Quantos momentos. Mas é preciso tantos momentos assim para se fazer uma vida inteira? Ou será que apenas um é capaz de criar algo que jamais imaginamos? Uma vida, um momento, uma vida.

É possível reviver toda a sua vida em um simples momento, será que não é possível viver um simples momento por toda a sua vida? Ficamos presos aos nossos breves momentos que vivemos intensamente na esperança de que ele se faça presente para todo o sempre, e que com toda certeza fará, um dia, no nosso passado, um momento vivido jamais é esquecido por aquele que viveu, simplesmente porque ele ainda não acabou.

Um momento não acaba, não passa, continua sempre, para sempre. Agora é o nosso momento, e ele não acaba quando mudamos a nossa expressão, quando deixamos de estar felizes para estar de qualquer outro jeito. Pensamos que ele termina, e ele irá terminar, um dia, apenas uma vez. Teremos outro momento? Quem sabe. Viva a sua vida. Intensamente? Não sei, porque não… Mas não esqueça, dividir a vida em momentos é estar sujeito a todo o tipo de conseqüência sem a necessidade de precisar estar…

Atenciosamente

Marcio Moya

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Apenas um erro…

Escrito por marciomoya em Abril 17, 2008

Lutamos por muitas coisas durante a nossa vida. Nós temos vários sonhos e desejos que queremos realizar, metas a serem alcançadas, objetivos a serem cumpridos. São tantas coisas que fazemos para garantir uma vida feliz para nós e para as pessoas a nossa volta. Mas no meio de tudo isso que lutamos para ter e conquistar existe algo que lutamos para não ter, dia após dia lutamos contra um simples e pequeno erro.

Isso mesmo, um erro. Por algum motivo lutamos para não cometer erros, parece ser errado errar, talvez por isso não gostamos de errar. Um erro implica em muitas coisas, sem falar que acreditamos que quem erra sempre perde. Mais uma vez esbarramos em algo que lutamos contra, a derrota. Perder nunca é uma opção, lutamos contra as derrotas, não queremos perder, imagine então perder porque erramos.

Ironicamente é engraçado pensar sobre a nossa forma de agir. Queremos acertar para tentar realizar nossos sonhos. Queremos ganhar para ser o numero 1. Mas no fundo, acreditamos mais que nossos sonhos só irão se realizar se não cometermos nenhum erro e que só seremos o numero 1 se não formos derrotados.

Nós adoramos escutar frases prontas e que aparentemente contenha uma formula mágica embutida que nos fará feliz quase que instantaneamente. Procuramos algo imediato, queremos na hora, tem que ser agora. Para essas pessoas eu simplesmente digo “Quem tem pressa come cru”. Espero que com essa frase incrivelmente poderosa e que contem uma magia única possamos seguir em frente sem pressa de chegar ao final, afinal “Quem muito quer nada tem”.

Queremos tanto evitar os erros a ponto de não admitir que estejamos errados, pois para muitos errar é um sinal de fraqueza, mas como diria outra celebre frase “É errando que se aprende”, errar não é mal e nem errado, na verdade como dizem errar “É um mal necessário”.

“Errar é humano” e acredito que todos nós somos. Então se errar é humano e é errando que se aprende, temos aqui um sinal simples e muito claro que devemos dar uma importância ao erro, mas não vamos nos precipitar e errar nesse ponto. Não vamos elevar demais o erro a ponto de tê-lo como um caminho a se seguir, mas com toda certeza não é o erro que devemos evitar.

Nós aprendemos com os nossos acertos e com os nossos erros, mas é certo que aprendemos mais quando erramos do que quando acertamos. Depois de um erro sempre voltamos para rever o que fizemos de errado e com isso aprendemos novas formas de fazer algo para em um futuro próximo não cometermos o mesmo erro. Poucas são as pessoas que após um acerto ou uma grande vitória voltam e tentam descobrir o que podem mudar para se tornarem melhor no que fizeram.

Mas no meio de tudo isso posso afirmar uma coisa bem simples a vida é muito longa, mas não o bastante para que possamos cometer todos os erros. Em toda a nossa história temos inúmeros exemplos de pessoas que se aproveitaram dos erros de outras pessoas (no bom sentido), e mesmo anos após o ocorrido tiraram lições valiosas desses erros e quando estiveram nas mesmas situações conseguiram dar a volta por cima e tiveram sucesso.

Apesar desses fatos incontestáveis que estão gravados ao longo de toda a nossa história existem pessoas que não se dão conta disso. Vivem os mesmos erros vividos por outras pessoas e não percebem que existia uma solução para aquele erro. Outras por sua vez alem de errar negam o próprio erro se perdem no próprio tempo e não consegue fazer sua vida seguir em frente. Para essas pessoas que não se dão conta do que está acontecendo podemos dizer que “Errar é humano, persistir no erro é burrice”.

Muitas vezes errar é preciso, errar uma vez é normal, mas se depois de um erro vier outro ai sim temos um problema. Fique sempre atento e de olhos bem aberto, em muitos casos não existe um erro, simplesmente existe você, por isso se corrija.

O passado se faz presente no futuro (Marcio Moya)

Atenciosamente
Marcio Moya

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Perguntar ou criticar? Na duvida pergunte

Escrito por marciomoya em Abril 17, 2008

“Você se importa com a minha opinião? Você realmente se importa com a minha opinião? Mas o quanto a minha opinião realmente é importante para você?” Acho que essas perguntas devem passar na cabeça de qualquer um quando faz um comentário, quando fala sobre algum assunto, quando é sincero em suas palavras e sempre tenta falar o que está pensando e logo em seguida, sem a menor consideração, sem nenhuma tentativa real e evidente já vão te criticando. Falando varias coisas sobre você, sem nem ao menos te conhecer. Mas por que tudo isso?

É engraçado pensar, mas parece que hoje em dia conversar se tornou um momento para afiar a língua e desferir todo o seu potencial em criticar. Parece que hoje em dia criticar é um sinal de que você sabe alguma coisa sobre o assunto e sobre a pessoa que você critica. Mas acompanhando da critica sempre vem um tentativa mesquinha, grosseira e consequentemente baixa de tentar ofender o inferiorizar alguém. Poucas são as criticas que tem um teor positivo, que guardam algum beneficio dentro de si, em sua grande maioria só trazem mais criticas.

Mas por que as pessoas atacam com criticas antes mesmo de compreender a colocação que foi feita? Perguntar dói? Entender dói? Pensar sobre dói? Não seria mais interessante saber o que se passa realmente por trás do comentário feito para depois colocar o que pensa? Onde está a comunicação? Além de tudo comunicação é fazer algo comum. Fazer o que comum? Uma informação ou um pensamento transmitido por alguém. Será que existe alguma comunicação onde existe critica? O que dizer do respeito?

Criticar pode ser vista de duas formas. A primeira e menos danosa a uma pessoa é quando a critica vem seguida de informações valiosas e colocações relevantes para se mudar o que está acontecendo, ou seja, uma critica construtiva. A outra forma, muito usado pela grande maioria das pessoas é quando criticamos com o intuito de machucar alguém, difamar a imagem de alguém, subjugar pessoa ou coisa que a critica é dirigida, ou seja, uma critica destrutiva. Qual das duas você considera melhor e mais proveitosa aos seus interesses diários? Quais são seus interesses diários? Respondendo a segunda pergunta saberemos que tipo de critica você prefere. Não concorda?

Você já se perguntou quantas vezes você critica alguém ou alguma coisa pelo simples costume de criticar? Nessas muitas ou poucas criticas que você infligi diariamente, quantas delas são construtivas e quantas são destrutivas? As criticas que você faz chegam à pessoa que deveria chegar ou você fica jogando essas criticas para outra pessoa? Suas criticas surtem algum efeito ou são simplesmente para se divertir? Mas antes de tudo isso, você sabe por que está fazendo isso? Você já perguntou alguma vez por que é assim e não de outro jeito? Já tentou entender? Você já perguntou?

É evidente a necessidade que o Ser Humano tem em desabafar, falar sobre os seus sentimentos e certamente isso é muito necessário para todos. O valor desse desabafo é inquestionável, por isso sempre que tiver uma oportunidade real deixe transparecer o que sente, não reprima nada, solte tudo. Mas até que ponto a sua critica é um desabafo inofensivo?

A critica é uma forma de comunicação. É uma tentativa de passar aquilo que você pensa sobre o assunto levantado. Mas mesmo sendo uma forma de se comunicar com outra pessoa a critica também é uma ação, uma ação que atinge diretamente uma pessoa e indiretamente as pessoas que estão a sua volta. É muito difícil determinar como essa critica será encarada pela pessoa que a recebe, muitas vezes mesmo sendo extremamente cuidadosos a critica pode ter algum efeito negativo. Por esse simples motivo a critica deve ser bem pensada, entender o porquê de estar fazendo aquilo e acima de qualquer coisa, deve ser feito com respeito e responsabilidade. Dificilmente agindo dessa forma a critica será mal vista.

Pode parecer estranho à forma com que eu vou colocar isso, mas às vezes é engraçado como algumas pessoas se sentem ofendidas e feridas gravemente após outra pessoa simplesmente expor seus pensamentos sobre um assunto, pelo simples fato de pronunciar outras palavras sendo que essas palavras não se dirigem especificamente a ninguém, mas mesmo assim alguém toma isso como uma ofensa e é preciso revidar de uma forma, geralmente mais forte. O que acontece? Uma pessoa tentam ferir a outra. E o que você acha que fazem? Criticam seus pensamentos. A pessoa simplesmente critica sem saber o que realmente se passa por trás daquelas palavras ou ações, mas ainda assim faz com um certo ar de orgulho e de dever cumprido.

A pessoa que criticou muitas vezes não sabe o porquê está criticando, nem mesmo o que está criticando. A pessoa que é criticada não sabe porque está sendo criticada. Em muitos casos isso já basta para começar uma grande discussão, ou melhor, uma grande briga, afinal discutir não é o que ocorre depois. As duas pessoas começam a se ofender, o assunto da briga é esquecida dando lugar a grande troca de elogios que da continuidade a essa briga. Mas eu pergunto, será que iria doer em alguém interromper o fato e perguntar “por que estamos brigando?” fazer isso é difícil?

Hoje em dia não saber algo é motivo para ser crucificado por todos, não saber sobre um assunto parecer ser um belo motivo para ser taxado com um burro completo. Talvez por isso ninguém mais pergunte muita coisa, simplesmente balança a cabeça quando alguém fala manso, ou revida quando alguém fala de uma forma áspera, simplesmente porque não sabe. Perguntar é sinal de humildade e sabedoria. Saber tudo não é sinônimo de nada, até mesmo porque ninguém sabe de tudo. Por isso perguntem sempre que puderem e evitem constrangimentos maiores.

Como diria um professor meu “Não existe pergunta tola, existe tolo que não pergunta” e eu acredito que ele está certo.

Alguma duvida?

Atenciosamente
Marcio Moya

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A vingança é uma virtude

Escrito por marciomoya em Abril 17, 2008

Pode parecer estranho e nada convencional, mas a vingança é pouco usada da forma correta e muito usada da forma errada. Por esse motivo pode parecer ridícula a idéia de que a vingança possa ser uma virtude, pois como sabemos e vemos muitas vezes casos de “vinganças” que causam muitos danos a alguém ou até mesmo a morte.

Mas como algo tão destrutivo e aparentemente cruel e repulsivo pode ser uma virtude? Todos nós temos como virtude algo com grande e/ou total inclinação para o bem. Uma pessoa virtuosa é aquela que pratica o bem, faz tudo para andar e permanecer no caminho do bem, evitando tudo aquilo que possa levá-lo a adquirir qualquer tipo de vício. Virtude é algo bom. Vingança é algo ruim certo? Errado!

Vingança é a ação de punir ou castigar alguém. Quem puni uma pessoa não faz por mal. Quem puni procura corrigir um erro ou uma injustiça cometida por essa pessoa. Quem procura corrigir algo sempre procura corrigir o errado para tornar certo, transformar o mal em algo bom. Dessa forma quem faz uso da vingança está procurando promover o bem. Alem disso vingança vem de Vingar. Vingar também significa crescer. Quem se vinga deve promover o crescimento, caso contrario não está se vingando, está fazendo outra coisa provavelmente muito pior.

Podemos falar que é quase certo que poucos são aqueles que se vingam pensando no crescimento do outro. Na verdade a vingança hoje é usada da maneira errada. Hoje quem se “vinga” tem como intenção revidar uma ofensa com o mesmo ou um grau maior de crueldade. Quem se “vinga” não procura corrigir o que foi feito, na verdade aumenta ainda mais o erro cometido com a desculpa de que foi ofendido e dessa forma se sente no direito de fazer o que fez.

Retribuir a ação negativa sofrida por alguém na verdade não é uma vingança é apenas mais um ato negativo e agressivo, é uma crueldade cometida pela pessoa que sofreu a primeira ação negativa. Quem faz algo errado deve ser punido, quem revida deve ser punido duas vezes. É como dizem “Errar é humano, persistir no erro é burrice”. Sabemos que um erro foi cometido, podemos punir a pessoa que nos infringiu essa ação de uma forma correta, em vez disso queremos nos “vingar” dessa pessoa o mais rápido possível com aquele velho pensamento “Isso não vai ficar assim”. Com isso atacamos essa pessoa, nos vingamos dela com mais agressividade ou como poderia ser colocado, agimos de uma forma mais cruel.

Quem retribui algo não se vinga, age com crueldade, pois quer unicamente ver o mal da outra pessoa. Saber a diferença entre vingança e crueldade é necessário. Se isso vai mudar alguma coisa eu não sei, mas é provável que sim. As palavras exercem grande poder sobre a nossa vida. Apesar de muitos considerarem a vingança como algo errado, temos a crueldade como algo abominável, e nesse pequeno joga de palavras, apesar de parecer besteira, muitos vão querer evitar serem vistos como um ser cruel e abominável.

Virtudes são boas e quando seguem um caminho oposto se tornam um vício e isso é ruim. Mas o que é ruim pode seguir o caminho oposto também.

Atenciosamente
Marcio Moya

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Por que as pessoas reclamam?

Escrito por marciomoya em Abril 17, 2008

Andando por ai, podemos perceber como as pessoas reclamam de tudo. Não importa o que seja, quem seja ou porque seja, simplesmente reclamam. Mas porque será que isso acontece? Será que temos tamanha necessidade de reclamar que precisamos reclamar de qualquer coisa que vemos? As pessoas reclamam das pessoas, reclamam das coisas das pessoas, reclamam das coisas que as pessoas fazem, reclamam das coisas que as pessoas vestem, reclamam das coisas que as pessoas reclamam, sem falar de todas as outras coisas das quais as pessoas reclamam.

Será que essa é uma necessidade que precisa ser preenchida a qualquer custo a ponto de fazermos isso a qualquer momento ou em qualquer lugar? Precisamos de um motivo real para reclamar de alguma coisa? Reclamos por um motivo útil, um motivo que possa acrescentar na minha vida ou mudar alguma coisa para alguém? Afinal, por que reclamamos?

Fico pensando como seria bom se todas as reclamações fossem acompanhadas não só de criticas destrutivas a determinada pessoa, mas com possíveis soluções para ela. Fico pensando como seria bom se as pessoas reclamassem com razão, com um motivo ou por um motivo que realmente fosse alem de sua simples e mesquinha conveniência e da sua pobre e infeliz vontade de falar mal ou criticar alguém.

Reclamar é um habito que adquirimos, por isso cada vez mais vemos as pessoas reclamarem de tudo com muita vontade e voracidade. O problema é que incorporamos esse habito de uma forma negativa. Não gostamos que reclamem de qualquer coisa na gente pois pensamos sempre no lado negativo da reclamação. Temos a reclamação como algo destrutivo e não permitimos que ninguém reclame da gente. O nosso ego é ferido e às vezes revidamos de uma forma ainda mais intensa e desnecessária.

Reclamar é preciso. Respeitar o próximo mais ainda. Quem reclama com respeito não destrói quase nada, mas constrói quase tudo.

Atenciosamente
Marcio Moya

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